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Segurança e limitações

Reduções de risco

A arquitetura reduz riscos por combinar:

  • entrada centralizada;
  • autenticação por chave pública;
  • segundo fator TOTP;
  • redução do ambiente pós-login;
  • menor exposição direta dos servidores internos.

Esses ganhos dependem da configuração correta de OpenSSH, PAM, permissões do chroot, gestão de chaves e operação da Jump Server.

Limitações do chroot

Chroot não é isolamento absoluto. Ele restringe a visão do sistema de arquivos, mas não isola por completo kernel, processos, rede, capacidades ou todos os efeitos de binários disponíveis.

O jail deve ser tratado como controle de redução de superfície, não como barreira equivalente a container ou máquina virtual.

Riscos operacionais

  • Comprometimento da Jump Server compromete o ponto central da arquitetura.
  • Erro em PAM ou OpenSSH pode bloquear acessos administrativos.
  • Conta de contingência mal protegida vira bypass da solução.
  • Cada binário adicional no jail amplia possibilidades de uso indevido.
  • Bibliotecas desatualizadas dentro do jail podem manter vulnerabilidades após atualização do sistema base.
  • authorized_keys pode conter opções perigosas se não houver política de validação.
  • Encaminhamento SSH e agentes podem ampliar alcance do usuário se não forem tratados por política.
  • Regras específicas dentro de blocos Match podem ter efeito diferente do esperado se a ordem do arquivo não for revisada.

Riscos do MFA

  • O segredo TOTP é sensível.
  • QR Code e códigos de emergência não devem ser registrados em logs ou documentação.
  • Enviar o segredo por e-mail pode expor o segundo fator.
  • nullok pode permitir autenticação sem MFA para usuários ainda não provisionados.
  • Recriação de MFA deve invalidar o segredo anterior e ser registrada.

Riscos do relay SMTP

  • O relay pode aceitar a conexão, mas rejeitar destinatários ou mensagem.
  • O envio manual via SMTP pode aparentar sucesso sem validação das respostas.
  • A mensagem pode trafegar ou ser armazenada em sistemas de correio.
  • Anexos com QR Code carregam o segredo inicial do segundo fator.

Riscos dos scripts históricos

Os scripts alteram usuários, grupos, home, chroot, dispositivos e arquivos de autenticação. A execução sem validação pode deixar estado parcial.

Pontos que exigem análise posterior:

  • ausência de rollback completo;
  • expansão de variáveis em comandos destrutivos;
  • uso de rm -rf;
  • arquivos temporários com dados sensíveis;
  • envio SMTP sem validação de resposta;
  • dependência de comandos e caminhos específicos de distribuição.

Auditoria

O material consolidado recomenda registrar:

  • autenticações SSH;
  • falhas de MFA;
  • alterações de usuários;
  • alterações no jail;
  • operações de revogação;
  • falhas de envio do QR Code.

Não foi encontrada, nesta etapa, implementação completa de auditoria de comandos executados dentro do jail.

Controles recomendados para revisão

  • Definir política para opções permitidas em authorized_keys.
  • Restringir forwarding quando não for necessário.
  • Definir processo seguro de entrega do MFA.
  • Revisar a lista de binários permitidos no jail.
  • Definir reconstrução dos jails após atualização relevante do sistema.
  • Testar conta administrativa de contingência periodicamente.

Restrições para publicação

Antes de publicação pública, remover ou substituir:

  • domínios internos;
  • endereços IP reais;
  • nomes de servidores;
  • e-mails corporativos;
  • nomes de usuários reais;
  • URLs internas;
  • capturas com QR Code ou segredo TOTP;
  • referências que revelem topologia administrativa.